Perda Auditiva Ocupacional

outubro 31, 2010

O ruído é, na maioria dos países, o agente nocivo de maior prevalência no ambiente de Trabalho. Trabalhadores expostos à indices elevados de ruído nas atividades laborais, podem apresentar o que chamamos de PAIR (Perda Auditiva induzida por ruído) ou Perda Auditiva Ocupacional. Também

Trabalhador usando protetor auditivo

podemos considerar Perda Auditiva Ocupacional, aquelas causadas por exposição à solventes e agentes químicos.

A norma regulamentadora no. 15, da Portaria 3.214/1978 estabeleceu que 85 dB é o limite de tolerancia para uma exposição diária de 8 horas a ruídos contínuos ou intermitentes.

A Perda Auditiva Ocupacional é irreversível, progride lentamente e é difícil detectá-la em seu estágio inicial, pois não atinge as frequencias atuantes na comunicação oral.

Para tanto, é necessário estabelecer ações de prevenção por meio do Programa de Conservação Auditiva e do gerenciamento audiométrico dos Trabalhadores periodicamente.

Nos casos de exposição a níveis elevados de pressão sonora, faz-se necessário o uso do equipamento de proteção auditiva (EPA). Os protetores auditivos podem previnir alterações da audição. Os indivíduos que não utilizam o EPA ou não fazem repouso auditivo após a jormada de trabalho, são mais suscetíveis a desenvolver a Perda Auditiva Ocupacional.

Diversos modelos de protetores auditivos a serem usados pelos trabalhadores expostos a índices elevados de pressão sonora.

Desta forma, consideramos de extrema importância, realizar um Programa de Prevenção de Perda Auditiva que está incluso no Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). Segundo estatísticas, a Perda Auditiva Ocupacional, corresponde a 15% das Doenças Ocupacionais adquiridas em uma empresa na qual trabalhadores estão expostos à ruído elevado. Para isso, é necessária, a realização do Gerenciamento audiológico dentro da empresa. A Saúde auditiva do Trabalhador é tão importante para ele, quanto para o andamento da  produtividade da empresa.

Não deixe de realizar o Gerenciamento Audiológico de sua empresa!

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Perícia em Fonoaudiologia

outubro 30, 2010

Esse post tem como objetivo, ressaltar o papel do Fonoaudiólogo como perito em sua área e contribuir para possíveis questões jurídicas a serem esclarecidas em sua empresa.

 O Código de Ética da Fonoaudiologia, no artigo 5º, inciso III, garante ao fonoaudiólogo o direito de realizar perícia nos limites de sua competência. Cabe somente ao fonoaudiólogo dar parecer fonoaudiológico, na área da comunicação oral e escrita, voz e audição.

Atualmente há duas áreas de atuação: a Perícia em Fonoaudiologia, que abrange todas as questões relacionadas à comunicação humana (voz, fala, linguagem oral e escrita e audição)  e a Perícia em Audiologia Ocupacional.

Os peritos são nomeados pelo Juiz dentre os profissionais de nível universitário, devidamente escritos no Órgão da Classe competente e com comprovada especialidade na matéria que deverão opinar (Art. 145 do CPC). Não é necessário ter curso específico em perícia. No entanto, ser perito significa ter conhecimento profundo na área de formação. Por isso, é indispensável que o fonoaudiólogo tenha experiência profissional e comprovada atualização científica.

Retirado do site www.fonosp.org.br


Benefício do PCA ao empregador

outubro 28, 2010

BENEFÍCIOS DO PCA AO EMPREGADOR:

 

1- Benefício direto: aumento da produtividade do empregado, pela redução do estresse e fadiga, relacionados à exposição ao ruído;

 

2-  Diminuição do índice de acidentes na empresa: ganhos monetários diretos e indiretos;

 

3- Manutenção da imagem da empresa: prática de políticas que dizem respeito à saúde e segurança dos funcionários;

 

4- Versatilidade dos empregados: aumento das possibilidades de mobilidade de função, reduzindo gastos extras devidos a novas contratações e treinamento;

 

5-  Redução da rotatividade de pessoal: melhoria do relacionamento entre os funcionários;

 

6- Redução de gastos: prevenção de perdas de dinheiro por possíveis pagamentos de indenizações.

 

 

O PCA envolve ações simultâneas de vigilância epidemiológica, ou seja, avaliações e intervenções sobre o efeito dos níveis de pressão sonora e outros agentes sobre a audição e de vigilância sanitária por meio do reconhecimento, antecipação, avaliação e controle dos riscos para audição.

 

 

Exatamente por essa razão, há a necessidade de um trabalho integrado entre Medicina, Fonoaudiologia, Engenharia e Segurança.

 


Programa de Conservação Auditiva

outubro 28, 2010

– PROGRAMA DE CONSERVAÇÃO AUDITIVA – PCA

   Programa de Conservação Auditiva é um processo dinâmico, planejado e  executado de forma coordenada entre diversos departamentos da empresa que tem por objetivo  prevenir  ou estabilizar as perdas auditivas ocupacionais.

  Objetivos:

1-      Atender a legislação trabalhista e previdenciária;

2-      Respaldar a empresa nos aspectos legais e nos processos judiciais de reclamatórias trabalhistas;

3-      Obter ou manter certificações relacionadas à saúde, segurança, meio ambiente e qualidade;

4-      Adequar gastos da empresa com adicionais de insalubridade e aposentadoria especial;

5-      Estabelecer medidas preventivas eficazes para diagnóstico precoce e estabilização dos casos de perdas auditivas ocupacionais;

6-      Melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, reduzindo os efeitos extra-auditivos relacionados à exposição aos níveis de pressão sonora elevados;

7-      Identificar trabalhadores com problemas de ouvido e audição não relacionados ao trabalho, encaminhando-os para adequado diagnóstico, tratamento e documentação do caso;

8-      Desenvolver estratégias coletivas e individuais eficazes para redução da exposição dos trabalhadores aos riscos para perda auditiva no trabalho;

9-      Desenvolver conhecimento sobre conservação auditiva e estimular atitudes empreendedoras nos trabalhadores, tornando-os mais cooperativos e satisfeitos.


Normas Regulamentadoras

outubro 24, 2010

Estou postando aqui, as principais normas regulamentadoras que definem a importância a ser dada a Saúde do trabalhador e ao benefício que isto pode trazer para a empresa.

NR-7 – Anexo 1, Portaria 19 de 1998: Instrui sobre os parâmetros de monitorização de exposição ocupacional ao risco de exposição a pressão sonora elevada e menciona nas ações de equipe de saúde no PCMSO: participar da implantação, aprimoramento e controle de programas que visem a prevenção da progressão da perda auditiva do trabalhador acometido e de outros expostos ao risco, levando-se em consideração o disposto no item 9.3.6 da  NR-9

NR-9 – PPRA: estabelece o monitoramento regular das fontes de emissão e a adoção de equipamentos de proteção coletiva e individual. O planejamento de Programas de Prevenção da Perda Auditiva Induzida por Ruído impõe-se como principal medida de preservação da capacidade auditiva e de prevenção de outros agravos a saúde da força de trabalho, especialmente o risco a que estão expostos estes trabalhadores a acidentes de trabalho, pela redução do seu campo de percepção neuro-sensorial.

Ordem de serviço n.608/98 do INSS: Menciona que em se tendo o nível de pressão sonora como um dos agentes de riscos levantados por esse programa, a empresa deve organizar sob a sua responsabilidade, um Programa de Conservação Auditiva – PCA. Para a viabilização do PCA, é necessário o envolvimento dos profissionais da área de saúde e segurança, da gerência industrial e de recursos humanos da empresa e principalmente, dos trabalhadores.